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23 de Janeiro de 2022
2º Grau
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Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região TRT-4 - Recurso Ordinário Trabalhista : ROT 0021791-67.2016.5.04.0021

Detalhes da Jurisprudência
Órgão Julgador
2ª Turma
Julgamento
16 de Novembro de 2020
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Ementa

TRANSPORTE DE MERCADORIAS. ATIVIDADE-MEIO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO TOMADOR. PRINCÍPIOS DIRETORES SOBRE EMPRESAS E DIREITOS HUMANOS DA ONU. VIOLAÇÃO A DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS DA CLASSE TRABALHADORA.

Conforme o art. , XI, do Decreto 9571/18, a responsabilidade do Estado com a proteção dos Direitos Humanos em atividades empresariais será pautada pela garantia de condições de trabalho dignas para seus recursos humanos, por meio de ambiente produtivo, com remuneração adequada e em condições de liberdade, equidade e segurança, com estímulo à observância desse objetivo pelas empresas. E na forma do art. 14 do referido Decreto, compete à administração pública incentivar que as empresas estabeleçam ou participem de mecanismos de denúncia e reparação efetivos e eficazes, que permitam propor reclamações e reparar violações dos Direitos Humanos relacionadas com atividades empresariais, com ênfase para reparar, de modo integral, as pessoas e as comunidades atingidas. A reparação integral consiste em pedido público de desculpas; restituição; reabilitação; compensações econômicas ou não econômicas; sanções punitivas, como multas, sanções penais ou sanções administrativas; e medidas de prevenção de novos danos como liminares ou garantias de não repetição, todas podendo ser cumuladas (art. 15). Aplicação do Decreto 9571/18, dos Princípios Diretores sobre Empresas e Direitos Humanos da ONU e das Diretrizes Nacionais sobre Empresas e Direitos Humanos. O item III da Súm. 331 do TST admite a responsabilização subsidiária do tomador de serviços, na hipótese de terceirização de atividade-meio, como no caso, em que realizada a prestação de serviços de transporte de mercadorias entre a empregadora do obreiro (prestadora) e as tomadoras.

Acórdão

Vistos, relatados e discutidos os autos. ACORDAM os Magistrados integrantes da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região: preliminarmente, por unanimidade, REJEITAR a arguição de nulidade de negativa prestação jurisdicional, feita pela ré, BURIGOTTO S A INDUSTRIA E COMERCIO. No mérito, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO DAS RÉS, YAMAHA MOTOR DA AMAZONIA LTDA e BURIGOTTO S A INDUSTRIA E COMERCIO. Por maioria, vencido parcialmente o Exmo. Des. Relator quanto aos honorários advocatícios, NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ADESIVO DA AUTORA, CASSIA ELISETE SOUZA GROSS. Valor da condenação inalterado. Intime-se. Porto Alegre, 11 de novembro de 2020 (quarta-feira).Cabeçalho do acórdãoAcórdão
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